Calendário epidemiológico: Qual a sua importância no monitoramento de doenças no Brasil?

Dentro das ações de vigilância e monitoramento de doenças como a dengue ou outros eventos epidemiológicos, a descrição e comparação dos padrões de doença por pessoa, local e variáveis ​​de tempo são de muita importância para a realização de análises e estudos epidemiológicos.

 

Tudo começou com a discussão entre estatísticos de várias disciplinas sobre o uso de unidades de tempo específicas para o estudo e análises de doenças, estabelecendo que a divisão do ano deveria ser em Semanas Epidemiológicas (SE), para um melhor controle e estudo de forma eficaz.

 

Atualmente existe um consenso internacional sobre o período de tempo padrão para agrupar doenças ou eventos epidemiológicos de tal forma que seja possível a comparação dos eventos ocorridos em determinado ano ou período de um ano, com os de anos anteriores. Também facilita a comparação entre países.

O ano é dividido em 52 ou 53 Semanas Epidemiológicas, dependendo do ano, ordenadas em um Calendário Epidemiológico. As SEs começam no domingo e terminam no sábado. A primeira semana deve ter pelo menos 4 dias de janeiro e para designá-la, coloca-se o primeiro sábado de janeiro, o que inclui, os dias anteriores, três ou mais dias do mês de janeiro, embora essa primeira semana as vezes comece em dezembro.

A primeira SE do Calendário Epidemiológico 2020 começou no dia domingo 29 de dezembro. Os calendários epidemiológicos de anos anteriores estão disponíveis na página do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

Para acessar ao Calendário epidemiológico 2020, clique aqui.

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